Acredito que parte do motivo de eu ter demorado tanto para escrever uma resenha para este livro (terminei ele em setembro do ano passado!) foi porque eu precisei de muito tempo para processar e me recuperar dele. O Último Adeus é um dos, se não o livro mais triste que eu já li. E também um dos meus favoritos da vida.

– Você está parecendo a equação de Euler – murmurou ele, olhando para mim de cima a baixo.

Tradução nerd: dizem que a equação de Euler é a fórmula mais perfeita já feita. Simples, mas elegante. Bonita.

A última vez que Lex esteve feliz foi antes. Quando ela tinha uma família completa. Um namorado que a amava. E amigos que não olhavam para ela como se ela fosse quebrar a qualquer momento. Agora ela é apenas a garota cujo irmão se matou, e parece que é só isso que ela jamais será. Mas aos poucos Lex começa a reconstruir sua vida, enquanto tenta bloquear o que aconteceu na noite em que Tyler morreu.

Eu não sei como começar a descrever tudo que eu senti, a montanha russa emocional pela qual eu passei enquanto lia este livro. E o quanto eu chorei. Chorei sofridamente as 2 da manhã quando por fim terminei de ler. E saber os fatos, que o irmão da autora Cynthia Hand se matou quando ela era mais nova, e que isso é uma realidade que inspirou-a a escrever este livro… Realmente fez tudo ficar ainda mais pesado. E me fez querer abraçá-la e agradecê-la por esta história.

Sinto a garganta apertar. Sinto saudade sinto saudade sinto saudade. O buraco em meu peito explode. Não consigo respirar não consigo respirar. (…) Quando o buraco se preenche de novo, estou dolorida, como se estivesse ficando doente ou algo assim.

A escrita da autora é muito imersiva e Lex é uma personagem muito cativante, eu já me senti muito próxima dela logo no começo do livro e no final da narrativa já a chamava de melhor amiga. Lex é um gênio da matemática e há muitos momentos que ela relaciona os números e teorias com as coisas que está passando e eu adorei isso.

Ao contrário do que pode parecer, visto que o livro é da editora Darkside, a história não é de terror, ou de fantasmas, pelo contrário ela é pura e simplesmente sobre o luto e superação. Sobre dor e perda. Sobre culpa e aceitação.

Minha visão escurece nos cantos. Não consigo respirar. Então, caio de joelhos no chão com o rosto pressionando as fibras do carpete, e vejo luzes azuis atrás dos meus olhos. Constelações de dor.

Não posso não falar da edição impecável da Darkside. Todo o projeto gráfico do livro é maravilhoso. A começar pela capa, com post its amarelos e no meio, bem onde fica o título, um post it real. E tudo por dentro do livro tem esses rabiscos de caneta e coisas como se tivessem sido escritas com uma caneta e a fonte do livro é azul. Isso tudo só me fez amar ainda mais a história.

O fato é que O Último Adeus é um livro muito, muito bonito (tanto por dentro como por fora, rs). Eu senti as dores dos personagens, quase como uma espécie de sufoco, e torci para que eles ficassem bem para que eu ficasse também. É um livro que quebra todo o seu coração apenas para ir reconstruindo-o aos poucos enquanto você lê, até que no final tudo esteja no mesmo lugar de antes, porém inegavelmente mudado. Recomendo o livro para quem procura uma boa história e um livro impactante para guardar sempre no coração e na memória.

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