Há muito, muito, tempo que eu ouvi falar deste livro e em pouco tempo ele tomou conta do Goodreads e do bookstagram. Tudo era sobre esta série, sobre este universo, sobre estes personagens, sobre as capas lindas (infelizmente não a capa brasileira, que é muito feia socorro!) e etc.

Eis que finalmente comecei a ler o tal do Corte de Espinhos e Rosas ou ACOTAR no acrônimo em inglês. E eu amei. Amei demais. É um livro incrivelmente devorável e li mais de 300 páginas em menos de 24h.

Eu queria me dissolver ali, queria que a luz daquele sol me queimasse para longe, me enchesse de tanta alegria que eu me tornaria um raio de sol também. Aquilo não era música feita para dançar – era música para adorar, música para preencher o vazio da minha alma, para me levar a um lugar onde não havia dor.

Antes de me debruçar sobre as muitas coisas que gostei no livro gostaria de fazer um pequeno adendo, vi muitas pessoas falando que a história de ACOTAR era um reconto do clássico “A Bela e a Fera” mas eu discordo em gênero, número e grau. Primeiro porque eu depois de “Dorothy tem que Morrer” eu tenho um pé atrás com recontos, então fiquei meio desconfiada dessa nomeação. Em segundo lugar em nenhum momento durante a leitura eu senti que estava lendo um reconto, tirando o fato de a protagonista ser forçada a morar com seu captor como punição pelo que fez, nada mais é “parecido” com A Bela e a Fera, portanto eu não considero como um reconto.

Feyre é uma caçadora. E uma humana. Por anos os humanos foram escravizados pelos feéricos até que enfim se rebelaram e depois de inúmeras batalhas um Tratado foi forjado, separando de um lado o mundo humano, onde imperam o medo, desconfiança e dificuldade e o do outro o mundo feérico, um lugar misterioso sobre o qual não se sabe muita coisa.

Foi como se milhões de fogos de artifício explodissem dentro de mim, enchendo minhas veias com brilho de estrelas. (…) O céu era um turbilhão de ametista, safira e rubi derretidos, todos escoando para uma poça final de ônix. Eu queria nadar nele, queria me banhar nas cores e sentir as estrelas brilhando entre meus dedos.

Feyre é responsável pelo sustento da família depois que o pai, um ex-mercador, perde tudo que tinha provocando assim a ruína da família, e as duas irmãs de Feyre, Nestha e Elain fazem menos do que suas obrigações deixando toda a responsabilidade nas costas de Feyre. E é em um de seus dias de caçada que Feyre se depara com um lobo imenso, e sem nem pensar dispara uma flecha, matando-o impiedosamente. Depois do ocorrido uma criatura bestial surge, exigindo que Feyre pague o preço por ter tirado aquela vida e assim ela é levada para o outro lado da muralha, para o lado dos feéricos. Ela descobre que seu captor é Tamlin, Grão-Senhor da Corte Primaveril. E a partir daí sua vida nunca mais será a mesma.

O primeiro ponto que merece destaque é a escrita de Sarah J. Maas. Que.Escrita.Incrível. As descrições são vívidas e toda a ambientação é muito imersiva, e há uma grande quantidade de detalhes envolvendo cores, afinal Feyre nutre uma paixão por pintura, e eu achei todo este trabalho da autora magnífico. A escrita dela é um fator de extrema importância para a “devorabilidade” do livro.

Nas últimas sagas/séries que eu li eu tenho o hábito de falar que o livro poderia ser mais curto, ou que o livro é muito introdutório e está apenas preparando o leitor para os próximos volumes e que isso é tedioso e cansativo, mas fico extremamente feliz em dizer que com Corte de Espinhos e Rosas esse não foi o caso. Veja bem ele é um primeiro livro que eu talvez tivesse achado chato ou enrolado, mas isso não aconteceu! Acredito que isso se deve ao fato de 1) as coisas realmente acontecerem e se desenrolarem na história (apesar de obviamente deixar um gancho para o segundo volume) e 2) a escrita da autora. Ela é a grande sacada por trás de tudo.

Enfim eu gostei muito do ritmo do livro, e da história em si. O que me leva a: adorei a construção do mundo. Adorei o mapa no começo do livro (amo livros com mapas) adorei o panorama dos acontecimentos que aconteceram antes da história do livro ter início, adorei este mundo novo, misterioso, recheado de magia, com suas cortes uma mais diferente que a outra, e mal posso esperar para saber mais sobre tudo isso.

Em quesito de personagens também estou muito satisfeita. E também quero descobrir mais sobre eles. Mas, por enquanto, os meus favoritos são, Rhysand e Lucien.

No geral, ACOTAR é um sólido cinco estrelas. Uma coisa engraçada é que de certa forma eu tive a impressão de que eu deveria ter desgostado de alguma coisa, deveria ter algo para reclamar ou falar que o livro é muito overrated, mas é quase como se o livro fosse um guilty pleasure, eu simplesmente amei.

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