Há muitos anos que Comer, Rezar, Amar é um dos meus filmes favoritos e somente em 2017 tive a oportunidade de ler o livro que originou o longa.

Liz Gilbert não está feliz com a vida que tem, ão está feliz em seu casamento e se pergunta como foi parar no exato momento de estar no chão do banheiro rezando para Deus por respostas. Depois que ela se divorciar, árdua e dolorosamente, do marido ela irá fazer uma viagem de um ano por três países. Itália, Índia e Indonésia. Todos que começam com a letra “I” que em inglês significa “eu”. Foi um ano de autodescoberta e novas experiências e o resultado disto é o livro de memórias Comer, Rezar, Amar. 

A busca da Verdade não é para qualquer um, nem mesmo durante esta nossa época em que tudo é para todo mundo.

Eu amo o fato deste livro ter sido um best-seller, que ele foi lido e devorado por milhares de pessoas e depois fizeram o filme e ainda mais pessoas tiveram contato com esta história, pois os ensinamentos que podemos aprender e absorver através da experiência de Liz são muito válidos e importantes.

Ultimamente, quando me sinto sozinha, penso: Então fique sozinha, Liz. Aprenda a lidar com a solidão. Aprenda a conhecer a solidão. Acostume-se a ela, pela primeira vez na sua vida. Bem-vinda à experiência humana. Mas nunca mais use o corpo ou as emoções de outra pessoa como um modo de satisfazer seus próprios anseios não realizados.

Além de comer ela foi a Itália para aprender italiano, pura e simplesmente porque ela achava o idioma bonito e queria ter isso em sua vida. Nesta parte da viagem ela aprende uma lição valiosa com os italianos, a do “bel far niente” que significa “a beleza de não fazer nada”. Sou tão fascinada por este conceito que desde que vi o filme pela primeira vez aplico-o a minha vida ao máximo que posso.

Mesmo com esse histórico de trabalho árduo, o bel far niente sempre foi um ideal prezado pelos italianos. A beleza de não fazer nada é o objetivo de todo nosso trabalho, a realização final pela qual se recebem os mais calorosos elogios. Quanto maior a elegância e o deleite com os quais você conseguir não fazer nada, maior a sua conquista na vida.

Quando vai para o seu segundo destino, a Índia ela tem um choque cultural enorme e acentuado ainda mais pois agora está morando em um ashram, seguindo os preceitos de sua Guru e afastada de tudo, acordando todos os dias as 3 da manhã e indo dormir as 21. Apesar de tudo é lá que ela encontra paz e encerramento para muitos assuntos não resolvidos em sua mente. Ela descreve muitas coisas relacionadas aos iogues e foi bem interessante para mim aprender mais sobre isso.

Ham-sa.

Em sânscrito, significa: “Eu sou Isso.”

Segundo os iogues, Ham-sa é o mais natural dos mantras, aquele que nós todos recebemos de Deus antes do nascimento. Ele é o som da nossa própria respiração. Ham, na inspiração, sa na expiração.

De todas as três partes do livro as minhas favoritas foram as da Itália e da Índia. Aliás devo dizer que a lógica toda do livro é ótima, são 36 histórias (basicamente crônicas) para cada país, totalizando 108 histórias e somando os digitos de 108 temos 9 que por sua vez é 3 multiplicado por 3. E 3 é o número que representa o equilíbrio supremo. A escrita de Liz é muito fácil de ler e para mim que não sou muito acostumada a ler não-ficção não tive nenhum problema em ficar bem imersa na história.

Penso na mulher em que me transformei recentemente, na vida que estou vivendo agora, e em quanto eu sempre quis ser esta pessoa e viver esta vida, liberta de toda a farsa de fingir ser qualquer outra pessoa que não eu mesma.

É um livro muito bom e bastante reflexivo, que está agora recheado das minhas marcações em quotes favoritos.

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