Natasha: é uma garota jamaicana que acredita na ciência e nos fatos. Ela não acredita no destino, nas coincidências ou melhor ela não acredita no amor. Especialmente quando esta há 12 horas de ser deportada para a Jamaica com sua família.

Daniel: é um bom filho, um bom aluno, que sempre atendeu às expectativas de seus pais e nunca se permitiu dar voz aos seus sonhos, nunca se permitiu ser poeta. Mas ao ver Natasha pela primeira vez ele esquece tudo isso e acredita que o destino tem algo extraordinário planejado para os dois.

O Universo: Cada momento de nossas vidas nos trouxe a este instante único. Há um milhão de futuros diante de nós. Qual deles se tornará realidade?

Há uma expressão japonesa da qual eu gosto: koi no yokan. Não significa exatamente amor à primeira vista. É mais parecido com amor à segunda vista. É a sensação que a gente tem quando conhece uma pessoa por quem vai se apaixonar. Talvez você não a ame imediatamente, mas é inevitável que acabe amando.

Meu livro veio com essa cartela de tatuagens temporárias com ilustrações do livro, amei demais!

Este livro é maravilhoso. A começar pelos pontos de vista da narrativa, onde temos narrações de Natasha, Daniel e do Universo. Sim, o Universo conta a história pra gente é isso foi brilhante. Primeiramente porque essas narrativas dão uma “quebra” com o que está se passando nos capítulos de Natasha e Daniel, então eles funcionam como um respiro para o leitor enquanto ele mergulha na história. E em segundo lugar, o Universo expande suas descrições para outros personagens, que não podem ser chamados de secundários mas merecem ser lembrados. As narrações do Universo nos lembram que as vidas se cruzam, que as improbabilidades talvez não tenham sido tão improváveis assim, e como as pequenas coisas na vida funcionam para que no final possamos olhar para o todo entender como tudo se conectou.

Eu não posso deixar de mencionar e destacar a escrita da autora. Os capítulos do livro são curtíssimos, muitas vezes só uma página, e o livro em si no geral é curto (tem 270 páginas mais ou menos) então eu tiro meu chapéu para Nicola Yoon porque amo autores que conseguem ser coesos e coerentes ao contar uma história e ainda por cima com uma escrita tão bonita.

– A maioria dos poemas que li são sobre amor, sexo ou as estrelas. Vocês, poetas, são obcecados pelas estrelas. Estrelas cadentes. Estrelas riscando o céu. Estrelas morrendo.

– As estrelas são importantes – afirmo, rindo.

– Claro, mas por que não existem mais poemas sobre o sol? O sol também é uma estrela, e é a mais importante para nós. Só isso deveria valer um ou dois poemas.

– Feito. De agora em diante só vou escrever poemas sobre o sol.

Mas além desses pontos cativantes, com toda certeza o maior deles é a trama. Para um livro que se propõe a falar de amor à primeira vista, O Sol Também É Uma Estrela foi delicadamente pensado, construído e executado. Em nenhum momento eu senti que as coisas estavam sendo apressadas, forçadas ou mal desenvolvidas, pelo contrário eu não lia um livro de amor à primeira vista tão bom quanto esse em muito tempo. Mas estou ciente de que esta premissa pode não agradar a todos, especialmente os mais céticos, mas eu assim como Nicola Yoon sou uma romântica incorrigível então eu me deleitei com a leitura.

As personalidades dos protagonistas também são dignas de nota, afinal eles são muito diferentes em inúmeros aspectos. São muito bem construídos, Natasha sendo jamaicana (porque ela nasceu lá e mudou-se para os eua) e Daniel coreano-americano (porque ele nasceu nos eua, mas seus pais vieram da Coreia) e toda essa diversidade permitiu a autora explorar mais sobre essas duas culturas e delinear as peculiaridades e características de seus personagens com maior precisão. Eu gostei especialmente das descrições gastronômicas da culinária coreana, e amei o fato deles terem ido fazer norebang (ou seja karaokê).

Um grande e gordo aplauso para o final. Não posso descrever nem detalhar todos os motivos que me fizeram amá-lo, mas foi um final sensacional, com o melhor tipo de encerramento (e que me fez imaginar o livro como um filme). Tudo que eu queria fazer era abraçar a autora depois de terminar.

Por falar nela, depois que terminei o livro fui no twitter da autora (que eu já sabia que era jamaicana) e me deparo com uma foto dela com o marido e a filha, e eis que o marido dela é coreano! Isto é só especulação, mas me parece que a história de Natasha e Daniel pode ter se baseado na história real da autora, não? Quão maravilhoso seria isso?

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2 comentários sobre “O Sol Também É Uma Estrela – Nicola Yoon

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