Este é o volume final e a conclusão da trilogia do autor Japonês, Haruki Murakami. Para  ler a resenha do primeiro livro clique aqui e para ler a resenha do segundo livro clique aqui. Estou muito feliz e aliviada de finalmente ter terminado a trilogia, que devorei toda em duas semanas.

Infelizmente o terceiro volume não foi como eu esperava. Diferente dos dois volumes anteriores eu não consegui ficar tão imersa na leitura enquanto lia o terceiro. Isso porque ele foi extremamente enrolado e sim eu mencionei nas resenhas dos volumes anteriores que eles também eram um pouco enrolados, mas que isso não era tanto problema devido a escrita do autor e que a história era envolvente e se desenvolvia rápido. No terceiro volume eu fui empurrando a leitura e inclusive teve dias que conseguia ler apenas cinquenta páginas de tão boring que estava. Fiquei bem decepcionada com isso.

Os ventos da realidade não podiam apagar a chama de seu coração. Não havia mais nada tão significativo quanto aquilo.

Neste terceiro volume temos as narrações de Aomame e Tengo como de costume, mas também temos capítulos do ponto de vista de Ushikawa, um homem estranho que foi introduzido no segundo volume e que está vigiando os movimentos e ações de Tengo. Não sou capaz de descrever o quanto os capítulos de Tengo me irritaram neste volume, toda vez que chegava o momento de lê-los eu soltava um suspiro. Já os de Aomame foram bons mas nada acontecia já que depois dos acontecimentos do volume anterior ela agora precisa se esconder para sua própria proteção. E os capítulos de Ushikawa foram apenas para manter uma certa “tensão” na história porque os leitores estavam cientes de que havia alguém pelas sombras vigiando o protagonista e isso dava aquele suspense na história, mas novamente nada acontecia.

Eu senti que todo o desenvolvimento que aconteceu desde os primeiros livros foi de certa forma perdido neste terceiro volume. E o mais estranho, apesar de ser um romance de quase quinhentas páginas o autor não conseguiu finalizar a história de forma satisfatória, na minha opinião. Isto é: houve lenga lenga e enrolação, capítulos desnecessários e arrastados para no fim as coisas se “resolverem” literalmente no último capítulo e não haver explicações ou uma conclusão apropriada. Eu me senti extremamente ofendida como leitora. Afinal no total a trilogia conta com mais de mil páginas e o final foi tão simplista e “jogado” que eu fiquei de certa forma irritada por ter lido tudo o que li apenas para chegar num final tão medíocre.

A cidade noturna rodeava os dois como uma corrente marítima tingida pela fosforescência dos microscópicos seres luminescentes.

E de certa forma o fato de eu não ter gostado do terceiro livro me deixa em conflito, pois ao mesmo tempo que quero recomendar a trilogia e quero que ela seja lida, fico em dúvida de fazer isso por conta do final que não gostei. Mas se deixarmos isso de lado há muitas coisas boas a serem absorvidas da história épica (por conta do tamanho) contada por Murakami. Incluindo a originalidade (ainda que surrealística) da história e a escrita do autor. E de fato os dois primeiros volumes são um prato cheio e fáceis de serem devorados. E mesmo com essa decepção no terceiro volume me sinto extremamente feliz e orgulhosa por ter persistido e lido tudo até o fim.

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