Kell é um Viajante, um mago com a habilidade de viajar entre universos paralelos. Ele transita entre as diversas Londres: a Londres Vermelha é onde Kell foi criado, onde a magia e a vida são reverenciadas e tudo no reino é próspero; a Londres Cinza é suja e enfadonha, desprovida de magia e governada por um rei louco, George III; a Londres Branca é um lugar onde luta-se para controlar a magia e a mesma reage de inúmeras formas, drenando a cidade até os ossos; e havia uma vez a Londres Preta… Mas ninguém mais fala dela.

Os mapas eram um lembrete.

As três telas estavam penduradas uma ao lado da outra, a única decoração das paredes. A distância, poderiam ser tomadas como o mesmo mapa – os mesmos contornos do país insular -, mas, olhando de perto, a palavra Londres era a única comum aos três. Londres Cinza. Londres Vermelha. Londres Branca. O mapa da esquerda era o da Grã-Bretanha, do Canal da Mancha aos limites da Escócia, todos os aspectos representados em detalhes. Em contraposição, o mapa da direita não continha quase nenhum. O país se chamava Makt e sua capital era dominada pelos impiedosos gêmeos Dane, mas o território ao redor vivia em constante mudança. O mapa do meio era o que Kell conhecia melhor, porque era seu lar. Arnes. O nome do país fora escrito com uma elegante caligrafia ao longo do comprimento da ilha, mas, na verdade, o território de Londres era apenas a ponta do império real.

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Melhor dedicatória!

No minuto em que descobri os três itens mais importantes deste livro, magia + universos paralelos + Londres de 1819 eu soube que precisava lê-lo. E minhas expectativas foram superadas, esmagadas e feitas em pó, pois Um Tom Mais Escuro de Magia é tudo que promete e muito mais.

Mas, como eu estava dizendo, as portas entre os mundos ficavam abertas e as quatro cidades de Londres se misturavam. Porém, mesmo com transferências constantes, não eram exatamente iguais em poder. Se a magia de verdade fosse uma lareira, então a Londres Preta ficava sentada mais perto do fogo. Acreditava-se que a magia lá corria forte não apenas no sangue, mas que pulsava como uma segunda alma em tudo. E, em determinado momento, ela se tornou poderosa demais, sobrepujando tudo. O mundo precisa de equilíbrio.  A humanidade de um lado, a magia do outro. As duas existem em tudo o que vive; em um mundo perfeito, existe uma espécie de harmonia, e nenhuma ultrapassa a outra. Mas a maioria dos mundos não é perfeita.

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A primeira coisa que preciso mencionar é a escrita incrível e viciante de V.E. Schwab. Eu simplesmente não conseguia parar de ler e devorei mais de quatrocentas páginas em menos de 48h. Já estou obcecada por essa autora e quero ler outros livros dela (e a continuação deste também!). Um Tom Mais Escuro de Magia é dividido em quatorze partes, cada uma com alguns capítulos narrados em terceira pessoa (outra coisa que amei) alternando pontos de vista entre Kell e Lila Bard, uma pirata. Eu amo os personagens deste livro de uma maneira que não sou capaz de expressar e o desenvolvimento deles é sensacional, fora que o mais precioso: não há romance desnecessário/forçado na história. V.E.Schwab merece um prêmio. Enfim, não posso deixar de exaltar as qualidades de Lila e como ela é forte, destemida e rebelde. E não posso não falar do casaco de múltiplos lado de Kell, que ideia genial!

É uma palavra, uma palavra que pertence a todos os mundos e a nenhum. A palavra para magia. Refere-se à sua existência e à sua criação… Se a magia tivesse um nome, seria este. Vitari.

Talvez a mais importante observação que preciso fazer sobre este livro é que apesar de ele ser o primeiro de uma trilogia (que sinto irá se tornar uma das minhas favoritas) as coisas realmente acontecem no livro. Não é apenas um primeiro livro introdutório ou coisa que o valha, as coisas dão muito certo, dão muito errado, viram de ponta-cabeça com plot twists e tudo isso no primeiríssimo livro. É sensacional. Como leitora não há palavras o suficiente para elogiar a autora por ter feito isso, desenrolado uma história completa e coesa e ainda assim manter expectativas para os próximos livros sem fazer os seus leitores de trouxa. Muito obrigada.

Eu amei este livro demais e amei tudo sobre ele, a imersão que ele me proporcionou, os mundos novos a que ele me apresentou, aos personagens incríveis que conheci através de suas páginas e as aventuras maravilhosas que vivemos juntos. Se você gosta de livros bem escritos, você deve ler Um Tom Mais Escuro de Magia. 

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2 comentários sobre “Um Tom Mais Escuro de Magia – V.E. Schwab

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