Puxo uma pelinha do dedo e as memórias me inundam.

Estou parada em meio à neve, no glorioso e branco inverno.

Estou parada no meio da estrada, sem nenhum barulho para me distrair a não ser o som mudo que os flocos de neve fazem ao tocar no chão.

Esta época do ano sempre me faz pensar. Me fechar em mim mesma e meditar. A respeito de quem sou, de quem fui, de quem me tornei.

Percebo que somos pedaços. Como uma colagem, uma palavra formada por recortes de revista, onde cada letra é diferente da outra. Os pedaços nos fazem inteiros.

Desta forma acredito que ninguém possa nos conhecer totalmente. Isto pode soar assustador no começo, mas ao acostumar-se percebe-se quão real a ideia realmente é.

Muitas vezes queremos ser compreendidos sem compreender.

De qualquer forma parece que estou divagando de novo. Balanço a cabeça removendo os flocos de neve que se acumularam no meu gorro. O mundo permanece quieto, perturbado apenas pelos passos que dou, minhas botas afundado na neve enquanto sigo meu caminho.

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