O Sr. King uma vez disse que a “escrita é a água da vida” e que devemos beber até ficarmos saciados.

De minha parte espero que esse dia nunca chegue, pois quero estar sempre ávida por mais.

Afinal, parte importante e essencialmente inerente à escrita, é sua capacidade de transformação. Ela transforma quem lê, mas também quem escreve. Quantas vezes não lemos algo antigo, jogado no fundo da gaveta, ou num diário antigo e temos vergonha de nós mesmos? Vergonha de termos nos exposto tanto, ali naquele pequeno pedaço de papel solto no mundo onde qualquer par de olhos pode ver. Mas, deveria ser motivo de vergonha encontrar tal escrito?

Deveria ser ruim poder se encontrar consigo mesmo através das palavras, ainda que tantos anos depois? Respondendo por mim digo que não. Parte da liberdade de escrever é saber que um dia poderei me ler, sem nem lembrar que havia escrito. É de poder numa versão futura, tentar entender o que se passa na confusão que carrego dentro do meu ser.

É, de certa forma, extremamente calmante saber que a vida é feita de amanhãs.

Créditos da foto: Christie Tyler – Nycbambi

 

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