Em Alice Através do Espelho encontramos novamente a protagonista, Alice Kingsley (Mia Wasikowska), com problemas no mundo real. Ela tem dificuldade em fazer parte da sociedade em que vive e acaba se encontrando em situações que lhe impõe escolhas difíceis por causa disso. Desta forma, assim como no longa anterior, a garota acaba encontrando mais uma vez o caminho para o País das Maravilhas.

E importante ressaltar que está “adaptação” nada tem do livro Alice Através do Espelho, a única coisa que ambos tem em comum é o fato de Alice literalmente atravessar o espelho para voltar ao País das Maravilhas. Não sei bem como me sinto sobre este fato pra dizer a verdade, gostaria de ver a obra original nas telonas, mas o que me foi apresentado foi satisfatório também.

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Uma coisa que me intrigou foi que o trailer, apesar de mostrar cenas consideráveis do longa, não diz muito sobre o que vai ser desenrolar na história, e de fato ao assistir o filme percebi como eu não fazia ideia do que iria acontecer.

A premissa básica do filme é a de viagem no tempo. Alice precisa voltar no tempo para tentar salvar a família do Chapeleiro (Johnny Depp) e para conseguir isso ela conhece o Tempo, sim ele é literalmente uma pessoa e não apenas algo abstrato (como muitos outros elementos do filme, as coisas são bem literais). A trama é um pouco confusa, mas não acho justo criticar no filme isso já que Alice em si é uma obra literária nonsense.

O segundo filme tem uma plot ligeiramente mais fraca que o primeiro, mas acredito que como uma tentativa de dar um “encerramento” para a história daqueles personagens que encontramos seis anos atrás foi válido. Foi bom rever esses personagens e poder “dar tchau” para eles. É impossível não notar o toque de steampunk presente no longa, todos os cenários envolvendo o Tempo e a própria “maquina do tempo” contém características do subgênero.

Uma coisa que amei no filme foi como Alice é uma personagem forte, fato que é ainda mais evidente neste longa do que no primeiro. Outra coisa interessante é a representação do cabelo da personagem, no início do filme quando ela está no mundo real ele está preso; ao chegar no País das Maravilhas ele se solta, ilustrando toda a libertação das pressões sociais que a personagem vivia e no final do filme essa situação se consolida quando ela corta o cabelo, mesmo estando no mundo real.

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Acredito que o motivo de a crítica com relação a este filme não poder ser tão severa é justamente pelo fato de que eu não esperava tanto dele, não me entenda mal eu gostei o filme, mas é aquele tipo de filme que você sabe que é apenas um entretenimento agradável, sem nada mais profundo. Devo ressaltar que a parte visual do filme, a fotografia, o figurino, estão realmente estonteantes. Apesar disso Alice Através do Espelho é mediano, um filme que agrada todo mundo, um três estrelas.

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