Há muito tempo que Os Garotos Corvos estava na minha pilha de leitura. Tentei lê-lo há algum tempo, mas por alguma estranha razão não consegui passar das 100 páginas e acabei deixando-o de lado. Esses dias resolvi dar mais uma chance para o livro e me surpreendi imensamente.

Algo dentro dele parecia a noite, faminta, carente e negra.

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Os personagens da trama bem elaborada e extremamente bem desenvolvida de Maggie são: Blue Sargent uma garota cuja família toda é médium na pequena cidade de Henrietta, mas ela mesma não tem o dom para o sobrenatural; Richard Gansey  III mais conhecido como “Gansey” um garoto corvo, estudante da Academia Aglionby e um garoto em uma missão muito importante, a de encontrar uma linha ley para que possa despertar um antigo rei; Ronan um badboy com uma alma perturbada e uma língua extremamente afiada; Adam o garoto pobre que vive ressentido pela riqueza que o rodeia e está sempre tentando provar seu valor e por fim Noah o garoto que fala muito pouco, mas está sempre observando.

Maggie nos insere no panorama da história e de sua “mitologia” de uma forma habilidosa e com boas explicações. Blue sabe, desde muito tempo, que se beijar seu verdadeiro amor ele morrerá. Isso nunca foi um problema para ela, afinal com suas duas regras, primeiro fique longe dos garotos porque eles trazem problemas e segundo fique longe dos garotos da Aglionby porque eles são babacas, ela nunca precisou se preocupar muito com o sexo oposto. Mas com a chegada da véspera do Dia de São Marcos tudo parece mudar. Blue sempre acompanhou sua mãe nessa data até uma Igreja, onde os espíritos dos que vão morrer em breve se tornam visíveis, menos para Blue. Porém inesperadamente neste ano tudo muda, Blue consegue ver um garoto emergir da escuridão e falar diretamente com ela. Ele sussurra para ela poucas palavras, uma delas sendo seu nome: Gansey.

– Existem apenas duas razões para uma não vidente ver um espírito a véspera do Dia de São Marcos, Blue. Ou você é o verdadeiro amor dele, ou você o matou.

Se tem uma coisa que Os Garotos Corvos não é, é ser um livro clichê. Tudo sobre essa história é muito original, como nada que eu já li antes. O livro é o começo da jornada destes personagens, e sei que muito ainda está por vir nos próximos volumes, mas foi um começo de tirar o fôlego.

Mas não foi isso que aconteceu. O que aconteceu foi que eles dirigiram até o Harry’s e estacionaram o Camaro entre um Audi e um Lexus, e Gansey pediu tanto sorvete que a mesa não tinha espaço para mais nada, e Ronan convenceu os atendentes a aumentarem o volume das caixas de som, e Blue riu pela primeira vez de algo que Gansey disse, e eles eram barulhentos e triunfantes e reis de Henrietta, (…) porque algo estava começando, porque tudo estava começando.

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A narração em terceira pessoa intercala alguns personagens e isso é um toque maravilhoso para o desenvolvimento da história, abre mais espaço para o leitor compreender as personalidades incríveis e peculiares de cada um. Todos os personagens são muito bem construídos pela autora, de fato preciso ressaltar que uma das qualidades inegáveis do livro é o desenvolvimento dos personagens. É incrível ler sobre as transformações que cada um deles passa e todos os segredos, medos e mistérios que cada um guarda. É um romance onde os personagens são muito bem trabalhados.

Ela reconheceu a estranha felicidade que vinha de amar algo sem saber por quê, aquela estranha felicidade que às vezes era tão grande que parecia tristeza. Era a maneira como ela se sentia quando olhava para as estrelas.

As plot twists vão aparecendo aos poucos na história e a trama vai se tornando complexa sem deixar pontas soltas e mantendo o suspense sobre certas coisas até o fim. Aliás que final! Mal posso esperar para ler a continuação e já prevejo que terei uma nova saga para amar, já que Os Garotos Corvos se tornou um favorito. Parte da minha ansiedade para ler os próximos volumes é por conta de não ter a menor ideia do que pode acontecer, prova da singularidade da história.

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A escrita de Maggie flui, é fácil e viciante de ler, tornando o livro um prato cheio e impossível de largar. Aliás ela é autora de uma outra saga favorita, Os Lobos de Mercy Falls. A medida que as coisas vão acontecendo me vi tão intrínseca na história que fiquei inebriada e quando acabou tive uma depressão literária enorme. O livro é recheado de quotes sensacionais e tem um humor irônico maravilhoso. Estou completamente apaixonada pela história criada pela autora e também por Gansey e Ronan.

Não há dúvidas de que este é um livro excelentemuito mais do que recomendado é uma história surpreendente.

ps. Pessoal o link do blog mudou e agora é http://www.prateleiradeideias.wordpress.com por favor, anotem aí okay?

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