Joy: O Nome do Sucesso no Brasil ou simplesmente Joy é o filme que recebeu menos indicações ao Oscar deste ano, apenas uma nomeação para melhor atriz, mas mesmo assim decidi dar uma chance a ele. Me arrependo. 

O longa narra a história de Joy Mangano uma empreendedora americana que inventou o “Miracle Mop” um esfregão inovador dentre outros produtos. O filme começa de forma estranha, bem confuso, onde as memórias de Joy se misturam com seu presente. Podemos então entender que ela era uma criança criativa e que já gostava de inventar coisas desde muito nova, mas por conta da saída de seu pai (Robert de Niro) de casa e do subsequentemente divórcio dos pais ela acabou tendo que tomar as rédeas da situação em casa. Joy é uma mulher divorciada e mãe de dois filhos. Quando o pai volta a morar em sua casa, dividindo o porão com o ex marido de Joy, ela começa a finalmente tentar colocar sua vida nos eixos e abrir espaço para seus sonhos.

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Para mim um dos principais motivos pelos quais Joy simplesmente não funcionou foi porque Jennifer Lawrence é uma atriz muito nova. Ficou caricato a presença dela em um papel de uma mulher que já tem dois filhos, uma vida sofrida e grande bagagem emocional, fora que a idade da personagem era de uns quarenta anos então não faz sentido a escolha da atriz. Além disso, apesar de ser fã dos trabalhos de Lawrence, a atuação dela me incomodou muito neste filme, especialmente nas cenas em que ela está brava ou irritada, algo não deu certo ali. Minha escolha para o papel seria Jennifer Aniston.

A única pessoa da família que apoia a empreitada de Joy é sua avó e mesmo assim não temos muitas cenas onde as duas aparecem juntas ou onde há um desenvolvimento do relacionamento delas, na verdade quase nenhum dos relacionamentos de Joy com os outros personagens é desenvolvido, incluindo com o próprio pai (De Niro). Isso faz com que tudo seja apressado e simplesmente não ocorre nenhuma identificação com as situações por parte de quem está assistindo. As informações são jogadas na tela e as coisas só vão acontecendo de um jeito qualquer.

O personagem de Bradley Cooper só aparece na segunda metade do filme e mesmo assim não tem grande importante na história. O diretor David O.Russel já foi responsável por outros dois filmes onde Cooper e Lawrence contracenam, mas sinceramente acredito que já está ficando um pouco massivo a presença deles juntos na tela, talvez seja hora de dar um tempo.

Não sabia bem o que esperar de Joy, mas o trailer me passou uma ideia bem diferente. Não acredito que Lawrence mereça o Oscar por este papel (ainda mais concorrendo com Brie Larson!). Resumindo, Joy é uma história muito boa, mas que o cinema não soube retratar.

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2 comentários sobre “Especial Oscar 2016 – Joy

  1. Ainda não assisti. Mas confesso que já estava querendo assistir e com seu ótimo post fiquei mais ansiosa ainda. Tá na minha lista.
    Parabéns pelo blog e pelas postagens.
    Beijos Ket
    Vanessa Melo <3

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