Há algumas semanas comecei a minha maratona do Oscar e apesar de já ter assistido dois filmes foi só agora que sentei para escrever a primeira das várias resenhas que pretendo publicar, num especial do Oscar de 2016.

O Quarto de Jack, ou Room em inglês é um drama psicológico e agoniante baseado no livro de Emma Donnoghue e adaptado pela mesma, onde acompanhamos a história de Jack e sua mãe, Joy, que vivem no Quarto. Para ela o local é sinônimo de angústia, pois há 7 anos que esta confinada lá por seu sequestrador, para Jack o local é tudo o que ele conhece, todo o seu mundo. Ao invés de lhe contar sobre a realidade e tudo que há fora das quatro paredes a mãe do garoto preferiu criar dentro do quarto um mundo onde ele pudesse se sentir acolhido e protegido.  Apesar do horror de toda a situação em que eles se encontram Joy consegue encontrar forças para continuar a viver todos os dias graças a presença do menino, de apenas cinco anos.

O filme tem duas partes muito definidas, sendo a primeira delas passada inteiramente dentro do Quarto, o que causa uma claustrofobia imensa e um desconforto para o telespectador. Nesta parte somos apresentados à rotina dos dois, desde acordar de manhã, os exercícios, as brincadeiras, a hora do banho, até a hora em que Joy coloca seu filho dentro do guarda-roupa em segurança pois sabe que o sequestrador vem todas as noites vê-la. A segunda parte mostra os dois personagens fora do Quarto, após a fuga dramática e emotiva planejada com cuidado pela mãe e exercida em sua maior parte por Jack. Ocorre então o  contato de Jack com o mundo real pela primeira vez em sua vida. Gostei muito de como o filme não se focou no sequestrador, ele nem apareceu muito, pois a história não se trata da relação sequestrador-sequestrada, mas sim da relação entre Jack e sua mãe. O filme expõe de forma poderosa e intensa a incrível relação de amor construída entre os dois.

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Com um olhar delicado e infantil somos introduzidos na trama pelos pensamentos e observações do pequeno Jack, atuação espetacular e tocante do jovem ator Jacob Tremblay de apenas nove anos que rouba a cena do filme. Em muitos momentos fiquei apreensiva e preocupada com o destino e com o desenrolar das ações com relação a Jack, mas ele é um personagem incrível, que parte o coração do telespectador, mas consegue consertá-lo também. Ele é uma criança muito inteligente e um verdadeiro herói. A todo momento fiquei com vontade de abraça-lo e apenas protegê-lo. O ator merecia muito uma nomeação ao Oscar apesar da pouca idade.

Brie Larson, uma atriz que eu ainda não conhecia, mostra o drama de ser sequestrada com apenas dezessete anos e o choque de ter vivenciado essa experiência, mas não apenas esse choque como também o de voltar ao mundo real depois do ocorrido, reencontrar seus país e tentar retomar o controle de sua vida após tanto tempo presa em cativeiro. A atriz convence, mas como disse antes a cena mesmo é do pequeno Jacob.

É um filme forte e difícil de ver, e impossível de não se emocionar. Gostei muito da forma como a historia foi apresentada e de seu desenvolvimento, dos personagens tocantes e complexos e das várias camadas que vão aparecendo durante a narrativa. Um filme que transforma quem o vê.

Confira o trailer abaixo:

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2 comentários sobre “Especial Oscar 2016 – O Quarto de Jack

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