Jurassic Park é um dos maiores e mais amados filmes de todos os tempos. E, como na maioria das vezes, por trás de um bom filme sempre existe um ótimo livro. Recentemente fiz a descoberta de que Jurassic Park foi baseado em um romance homônimo e fui atrás da obra.

Dinossauros haviam morrido no período Cretáceo, 65 milhões de anos atrás. Tinham florescido como espécie de vida dominante no planeta no Jurássico, há 190 milhões de anos. E surgiram no Triássico, aproximadamente 220 milhões de anos atrás.

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Com suas 520 páginas, Jurassic Park é um livro grande. Michael Crichton, o autor, era também médico formado pela Universidade de Harvard. Jurassic Park foi originalmente publicado em 1990. Em uma parte dos extras que estão presentes no final do livro ele chega a comentar duas cosias incríveis. A primeira é “sou da opinião de que livros devem ser o melhor possível enquanto livros, e que você não deve se preocupar com o que o filme vai fazer depois” isso resume bem o quão bem ele trabalhou para fazer Jurassic Park ser a melhor versão que poderia ser como livro, o que aconteceu depois é outra história. Na segunda coisa Crichton destaca que “é um livro razoavelmente longo, e o roteiro só poderia conter algo entre dez e vinte por cento do conteúdo”. Sem mais. Isso resume e encerra toda e qualquer descrição sobre “o filme é melhor do que o livro” “o livro é melhor do que o filme”. É muito simples, o filme não retrata tudo que se passa no livro, se um filme é extremamente bom, vale a pena dar uma chance para o livro. Enfim, sem mais delongas, vamos a resenha.

Eventos turbulentos são descritos por equações não lineares. Elas são difíceis de resolver. Na verdade, são geralmente impossíveis de resolver. Então a física nunca compreendeu toda essa classe de eventos. Até cerca de dez anos atrás. A nova teoria que descreve todos eles se chama teoria do caos.

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O livro é divido em sete partes, acompanhadas da palavra Iteração, um termo matemático para repetição. Além disso há uma introdução, prólogo e epílogo. Os capítulos não são muito grandes, mas sempre terminam de forma a ser impossível não ler o próximo, de fato Jurassic Park é uma leitura que flui rápido, é o tipo de livro que passam-se horas de leitura sem nem se notar.

Os paleontólogos, Alan Grant e Ellie Sattler, acompanhados do matemático Ian Malcon e das crianças Tim e Lex Murphy chegam a Isla Nublar para um passeio de fim de semana: conhecer o Jurassic Park. O visionário por trás desta inusitada e ambiciosa empreitada é John Hammond, o avô das duas crianças.

Eles ouviram uma fanfarra de trompetes e as telas no interior do carro exibiram BEM-VINDOS AO JURASSIC PARK. Uma voz sonora disse: “Bem-vindos ao Jurassic Park. Vocês estão entrando agora no mundo perdido do passado pré-histórico, um mundo de criaturas poderosas que há muito partiram da face da Terra, o qual vocês terão o privilégio de ver pela primeira vez.”

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A melhor coisa de ler o livro é que todas as partes científicas que explicam como o Jurassic Park funciona são ainda maiores e mais detalhadas e tudo faz tanto sentido. Acredito que já que o autor possuía (sim ele já morreu :( ) muitos conhecimentos a respeito dessas partes científicas, relacionadas a biogenética etc, ele simplesmente concebeu uma história que ele foi capaz de embasar muito bem cientificamente, ou seja é tudo muito crível, muito real. A narração em terceira pessoa, mostrando ações e reações de diversos personagens foi muito boa para a construção da história.

Porém, nós nos tranquilizamos pensando na mudança súbita como algo que acontece fora da ordem normal das coisas. Um acidente, como uma batida de carro. Ou algo fora do nosso controle, como uma doença fatal. Não concebemos mudanças súbitas, radicais, irracionais como algo urdido no próprio tecido da existência. E, ainda assim, elas o são. E a teoria do caos nos ensina que a linearidade reta, a qual nós tomamos como algo indubitável em todos os lugares, desde a física até a ficção, simplesmente não existe. A linearidade é uma maneira artificial de ver o mundo. A vida real não é uma série de eventos interconectados ocorrendo um após o outro como contas presas em uma gargantilha. A vida é, na verdade, uma série de encontros na qual um evento pode mudar aqueles que o seguem de uma forma totalmente imprevisível, até mesmo devastadora. Essa é uma grande verdade sobre a estrutura do nosso universo. Mas, por alguma razão, nós insistimos em nos comportar como se isso não fosse verdade.

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A tensão também é bem presente, no momento em que as coisas começam a dar errado, na famosa cena do Tiranossauro Rex,  quando os Velocirraptores invadem o complexo. Eu já tinha visto o filme muitas vezes e gostava da história, mas depois de ler o livro fiquei muito mais fascinada. Meus personagens favoritos são Ian e Tim. Ian tem os melhores comentários, as melhores falas e as melhores teorias e é tão incrível ler sobre essas coisas que ele fala, e compreendê-las! Tim, apesar de muito novo, é apaixonado por dinossauros e é um poço de conhecimento sobre eles, um garoto adorável.

Mas a ciência não consegue nos ajudar a decidir o que fazer com esse mundo, ou como viver. A ciência consegue construir um reator nuclear, mas não consegue nos dizer para não construir um. A ciência consegue produzir pesticidas, mas não consegue nos dizer para não os utilizar.

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A edição publicada pela editora Aleph está impecável. Os mínimos detalhes presentes dentro, como a bola de âmbar com o mosquito que fez todo o Jurassic Park ser possível, os outros itens extras de dentro da história como papeis, placas e inúmeras telas de computador. A borda do livro que é colorida, a capa linda, enfim os diversos detalhes que só tornam a leitura ainda mais completa.

Meu argumento é de que a vida na Terra pode tomar conta de si mesma. No pensamento de um ser humano, uma centena de anos é um longo tempo. Uma centena de anos atrás, não tínhamos carros, nem aviões, nem computadores, nem vacinas… Era um mundo totalmente diferente. Mas, para a Terra, uma centena de anos não é nada. Um milhão de anos não é nada. Esse planeta vive e respira em uma escala muito mais vasta. Não podemos imaginar seus ritmos lentos e poderosos, e não temos a humildade de tentar. Temos sido residentes aqui por uma fração de segundo. Se sumirmos amanhã, a Terra não vai sentir nossa falta. (…) Vamos ser claros. O planeta não está em risco. Nós estamos em risco. Não temos o poder para destruir o planeta, nem para salvá-lo. Mas talvez tenhamos o poder para salvar a nós mesmos.

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Definitivamente recomendo a leitura de Jurassic Park, não apenas para quem não conhece a história ainda, mas para quem já viu e ama o filme, o livro é um prato cheio, um deleite e um sólido cinco estrelas.

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2 comentários sobre “Jurassic Park – Michael Crichton

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