Não vou esconder, quando soube que Rick ia lançar mais uma saga sobre mitologia, desta vez Nórdica, fiquei nas nuvens. Adoro as duas sagas que envolvem o universo de Percy Jackson e os deuses gregos e romanos e estava muito empolgada para ver o que viria a seguir. Infelizmente acabei me decepcionando.

A coisa mais irreal no bar era “Blank Space”, de Taylor Swift, tocando em alto e bom nos alto-falantes.

– Anões gostam de música humana? – perguntei a Blitzen.

– Você quer dizer que humanos gostam da nossa música.

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Magnus Chase perdeu a mãe em um acidente estranho, desde então tenta sobreviver morando nas ruas, evitando policiais e assistentes sociais, até o dia em que reencontra seu tio Randolph, alguém que ele mal conhece e que a mãe pediu para evitar a qualquer custo. O inesperado acontece nesse encontro, Randolph revela que Magnus é filho de um deus Nórdico. Em seguida milhares de coisas começam a se desenrolar, os deuses se preparam para a guerra, o Ragnarök (dia do juízo final) esta chegando e Magnus esta no centro de uma profecia que afetará os destinos dos nove mundos.

Meu cabelo era o mesmo, um pouco menos sujo e embaraçado, mas ainda ia até a altura do queixo, como uma cortina louro-escura, partido ao meio. Você parece o Kurt Cobain, minha mãe dizia, para me provocar. Eu adorava o Kurt, pena que ele morreu. 

Em primeiro lugar gostei muito de saber mais sobre a mitologia Nórdica, tem muita coisa que eu não sabia e como sempre Rick escreve sobre mitologia com leveza e humor, muito humor. Apesar de o livro fluir, com capítulos bem curtinhos aliás, alguma coisa não deu certo desta vez. Não foi um livro horrível nem nada assim, mas sinceramente também não foi a mesma coisa que Percy Jackson ou Os Heróis do Olimpo.

A questão do destino, Magnus, é a seguinte: mesmo que não possamos mudar o cenário, nossas escolhas podem alterar os detalhes. É assim que nos rebelamos contra o destino, como deixamos nossa marca. Que escolha você vai fazer?

Em partes achei Magnus parecido com Percy em suas ações, mas ainda sim mais fraco de alguma forma, talvez porque a personalidade de Percy seja bem marcada e Magnus ficou parecendo uma cópia estranha. Mas o principal ponto foi que desta vez o desenrolar da narrativa não funcionou, ficou parecido demais com os outros livros de Rick, não entendi o porque de ele seguir essa fórmula para a narrativa, ficou chato e incrivelmente previsível, é como se todos os livros dele estivessem se misturando em um só e não fosse mais possível diferenciá-los. Honestamente talvez fosse o momento de Rick escrever sobre outra coisa, sair desta zona de conforto que já lhe rendeu quatorze livros publicados relacionados à mitologia (e já vi que tem outra saga de Apolo vindo por aí). Isso para mim foi um choque porque eu andava comentando como Rick é um escritor prolífico, mas depois de ler Magnus Chase temo que ele esteja se tornando repetitivo.

Em termos gerais é um bom livro, mas não tenho tanta certeza se irei continuar com a leitura da saga.

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