Sydney sempre viveu à sombra de seu irmão mais velho Peyton,  como se ela fosse invisível comparada a ele. Mas Peyton tem um comportamento autodestrutivo, resultando em várias punições e períodos em reabilitação. Até que uma noite ele causa um acidente por dirigir bêbado e deixa um garoto paraplégico. A mãe de Peyton se recusa a aceitar o fato, mas mesmo assim o rapaz terá de cumprir sua pena. Sydney parece ser a única na família que sabe que o irmão cometeu um erro, enquanto os pais apenas o vitimizam.

Vidas felizes, normais, em que tudo acontecia de maneira feliz e normal num mundo que podia ser tudo, menos feliz e normal. Depois que se toma consciência disso, que passamos por algo que torna isso claro como a água, não dá pra esquecer. Como um rosto. Ou um nome. Não importa como você descobre essa verdade absoluta: uma vez que você a aprende, ela nunca mais vai embora.

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Sydney acaba mudando de escola e tenta se adaptar a nova rotina familiar, que inclui telefonemas de seu irmão preso onde nenhum dos dois tem algo a dizer. Para tentar escapar desse ambiente caótico, Sydney entra em uma pizzaria depois da aula ao invés de ir para casa. É lá que ela conhece Layla, a filha do dono do restaurante. As duas se tornam amigas quase que instantaneamente e Sydney conta segredos à Layla que jamais contou a ninguém.

– O fato de uma pessoa não falar sobre algo não significa que não pense nisso. Na verdade, em geral é justamente esse o motivo para a pessoa não falar.

– Porque falar torna a coisa real.

Layla é uma Chatham, uma família grande, maluca, porém muito acolhedora e tudo que Sydney poderia querer em uma família. Layla é a irmã mais nova, sempre se apaixona pelo cara errado e é obcecada por batata frita, Rosie, a irmã mais velha, é patinadora e também já teve sua fase de causar problemas, o sr. Chatham comanda a pizzaria e adora músicas de banjo, a sra. Chatham compartilha do amor reality shows de Sydney e apesar de doente é quem mantém a família unida e por fim Mac, o irmão mais velho de Layla, ele é a pessoa que finalmente parece enxergar Sydney de verdade.

Adoro livros com famílias grandes, tem vários personagens pra desenvolver, vários momentos legais e risadas e mesmo durante as crises e problemas todo mundo se ajuda. Com a família Chatham não foi diferente, amei cada um de seus membros e suas peculiaridades. Layla é uma das que mais gostei, junto de Mac e da mãe deles. Não posso esquecer de mencionar os amigos da escola e os membros da banda de Mac, todos eles formam um grupo de amigos do qual eu gostaria de fazer parte.

A cada instante, havia infinitas chances de caminhos se cruzarem e vidas se chocarem, se unirem ou algo do tipo. Era incrível que fôssemos capazes de viver sabendo que tudo podia ocorrer por puro acaso. Mas qual era a alternativa?

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Depois de um tempo Sydney descobre um novo hobbie, ajudar na entrega de pizzas e poder observar fragmentos da vida das pessoas. Na companhia de Mac ela dirige pela cidade entregando diversos pedidos, que aliás ela sempre tenta adivinhar que tipo de pessoa pediu através dos itens. Gostei muito disso e até fiquei com vontade de entregar umas pizzas como eles.

O desenvolvimento dos relacionamentos no livro é muito bom, seja entre Sydney e os amigos ou dela com a família, em ambos sempre acontece muita coisa e muitas emoções são envolvidas. Umas das personagens que menos me agradou foi a mãe de Sydney, ela não consegue aceitar o fato de que o filho foi preso e fica tentando aliviar a situação ou dizer que o filho não tem porque estar lá, é muito irritante. É possível sentir na pele a frustração e até de certa forma o sufoco de Sydney diante de sua situação em casa.

Nos acostumamos com o jeito de ser das pessoas; contamos com ele. E quando o comportamento delas surpreende, para o bem ou para o mal, é capaz de mexer profundamente conosco.

Mac é um cara adorável, já gostei dele desde o primeiro minuto em que apareceu. O relacionamento dele com Sydney se desenvolve aos poucos, o que deixou tudo ainda melhor, primeiro eles são amigos, e aos pouquinhos vai surgindo a vontade, em cada um, de saber se eles poderiam ser mais do que isso.

Preciso mencionar que as descrições gastronômicas deste livro, em especial a das batatas fritas e das pizzas, e deixaram com muita fome! Fiquei morrendo de vontade de poder ir na Seaside pizza e comer uma fatia lá.

Era isso. Ninguém era capaz de saber o que viria adiante futuro era a única coisa que jamais poderia ser destruída, porque ainda não tivera a chance de existir. Num minuto você está andando sozinha pelo bosque escuro; noutro, a paisagem muda, e você enxerga. Enxerga algo maravilhoso e inesperado, quase mágico, que jamais teria encontrado se não tivesse seguido em frente. Como uma nova amizade que parece antiga, uma lembrança que nunca vai esquecer. Talvez até um carrossel.

A capa da edição brasileira ficou  muito linda, e ainda por cima é soft touch, gostei que apesar de ser diferente da capa original eles mantiveram o tão importante carrossel. A única coisa que me desagradou sobre este livro foi o título, tanto o inglês Saint Anything, como o português Os Bons Segredos, apesar de ambos se referirem a pequenos elementos que aparecem na narrativa, achei que nenhum dos dois combinou muito com o livro. De qualquer forma foi uma leitura de imersão que devorei em quatro dias e é extremamente recomendado.

As fotos desse post foram feitas no Bolos do Frei, um lugar adorável onde comi o melhor brownie da minha vida. Para acompanhar: site | facebook

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