Lembro-me bem de como foi. A primeiríssima vez que gostei de alguém. Foi tudo tão bonito e natural, sem dramas, sem cobranças e de certa forma até sem entender muito bem o que se passava.

Você me deu uma carta dizendo que gostava de mim, com um rabisco de dois bonecos, um entregando uma flor ao outro, éramos eu e você, foi o que você disse. Em um primeiro momento fiquei constrangida, sem saber muito bem como reagir, mas guardei-a com todo carinho e lia quase todos os dias. Quando brigávamos, brigas simples de criança, eu ameaçava rasgá-la em pedaços, mas nunca fui capaz. Ela ainda está guardada em uma caixa de recordações.

Quando era dia de filme na aula sentávamos lado a lado e você se virava para mim com um sorriso bobo na cara dizendo “se tiver medo pode apertar minha mão, aperte bem forte”. Eu nunca tinha medo, mas sempre apertava sua mão e ansiava pelos dias de filme.

Você tinha cinco anos, e eu também, e já estávamos apaixonados. E apesar do tempo ter passado e de tudo estar extremamente mudado e as memórias quase desaparecendo, sempre vai ter um espaço guardado pra você no meu coração.

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