Tenho problemas em gostar de últimos livros de sagas. Acho que esse foi o motivo pelo qual ainda não tinha resenhado esse livro no blog, apesar de ter lido ele em 2012. Você pode ler a resenha do primeiro livro aqui e do segundo, e meu favorito, aqui. E esta resenha contém spoilers da série.

– Você me ama. Verdadeiro ou falso?

Eu digo a ele:

– Verdadeiro.

2015-05-27 20.00.28

Fins de saga são tristes, eletrizantes e extremamente depressivos. Isso porque em primeiro lugar você sabe que vai ficar órfão daquela série e em segundo lugar porque os autores tendem a matar muita gente no último livro. Com A Esperança não foi diferente. É necessário dizer que não me agrada muito esse título, apesar de entender que Mockingjay ia ser complicado no Brasil, mas prefiro muito mais ele.

Logo após ser resgatada da arena no final de Em Chamas, Katniss descobre que o distrito 12 foi bombardeado pela capital e não existe mais e eu quase morri porque o segundo livro acaba ai, fiquei maluca e fui correndo comprar o terceiro. Em A Esperança ela foi levada ao distrito 13, aquele que todos pensavam ter sido explodido e exterminado pela capital e esta na verdade inteiro e completamente subterrâneo. É lá que fica o “quartel general” dos rebeldes, e eles tem um pedido simples para Katniss: que ela seja o Tordo da revolução.

Não tenho mais nenhum compromisso com aqueles monstros chamados seres humanos. Eu mesma me desprezo por fazer parte deles. Acho que Peeta tinha certa razão quando disse que poderíamos destruir uns aos outros e deixar que outras espécies decentes assumissem o planeta.

É complicado, porque Katniss não gosta que mandem nela, já basta o tempo passado na capital recebendo ordens e mais especificamente ordens do Presidente Snow. Mas há uma coisa que pode fazê-la mudar de ideia. Peeta não foi resgatado da arena. Peeta ainda esta na capital. E a capital vai usar o Peeta para sua campanha de anti-rebeldes. É ai que Katniss por fim concorda em trabalhar com o 13, juntamente com a Presidente do distrito, Coin e com Plutarch.

Você vem, você vem

Para a árvore

Onde o homem morto clamou para que seu amor fugisse.

Coisas estranhas aconteceram aqui

Não mais estranho seria

Se nos encontrássemos à meia-noite na árvore-forca

Este início do livro é um pouco tedioso, tem aquela preparação para a guerra que ao mesmo tempo é agoniante e cheia de expectativa, mas também um pouco incômoda. É importante notar como Katniss está abalada depois de participar não de um, mas de dois Jogos Vorazes, e como isso a transformou. Além disso percebemos como isso a aproximou de Peeta e como o fato de ele estar sendo torturado pela Capital afeta Katniss. Nunca quis que ela ficasse com Gale, sempre achei ele mais amigo, quase irmão dela do que qualquer outra coisa e fiquei feliz em observar como ela mesma está percebendo o quanto ama Peeta nesse livro.

A parte da guerra em si foi extremamente louca, mas gostei da narrativa da autora, aliás tudo relacionado a rebelião me tocou profundamente, principalmente no filme, é maravilhoso acompanhar desde o primeiro filme o nascimento da revolução até que a faísca começa a se espalhar e logo estão todos em chamas. Mas como não poderia deixar de ser, algumas mortes horríveis acontecem e é de partir o coração, dá muita vontade de bater na autora.

Está pegando fogo! Se nós queimarmos, você queimará conosco!

2015-05-27 20.01.49

Não é o meu favorito da saga porque como eu disse não consigo gostar tanto assim dos finais, mas é um dos melhores finais já feitos. Tudo vai se encaixando e a narrativa vai culminando no ponto exato em que tcharam é o fim. Adoro a última cena, mas também adoro o epílogo. Dá finalmente, uma sensação de paz e liberdade, há muito buscada por todos os personagens.

Vou deixar o vídeo de uma das minhas cenas favoritas do filme, a parte que a Katniss canta a música da árvore-forca.

 

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4 comentários sobre “A Esperança – Suzanne Collins

  1. ESSE LIVRO MEU DEUS DO CÉU
    Não encontrei essa paz que você fala não HAHAHAH mas consegui encontrar certa esperança no último capítulo/epílogo. Uma coisa legal (porém bem triste) é como Suzanne Collins mostrou como eles mudaram pela guerra (e tudo mais pelo que passaram), mas sem perder sua essência. Adorei a resenha xx

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