O Grande Gatsby foi com certeza um dos melhores livros que já li na vida. Eu já queria ler Fitzgerald há algum tempo e finalmente consegui. 

O melhor sobre este livro é que mesmo 90 anos depois de sua publicação original (completados agora em 2015) ele ainda consegue ser de certa forma atual. Fitzgerald me capturou logo nas primeiras páginas e ele foi capaz de desenvolver uma história cativante em menos de duzentas páginas… Não é qualquer um que o faz.

– Sempre que tiver vontade de criticar alguém – disse ele -, lembre-se de que nem todo mundo teve as oportunidades que você teve.

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Nick Carraway de forma inesperada se torna amigo do Sr.Gatsby o homem riquíssimo que é seu vizinho e dá festas monumentais em sua casa. Ao longo da narrativa somos apresentados a Daisy, a prima de Nick e a seu marido infiel Tom ( como eu o odeio! ). Lentamente somos levados pela narrativa suave e ao mesmo tempo intensa de Fitzgerald as partes mais profundas da alma de Jay Gatsby e devo dizer que seu personagem me tocou muito. Gatsby é um homem solitário, que busca o amor perdido que teve com Daisy quando ambos eram jovens, mas que o mundo cruel separou. Não há como não se apaixonar por ele, pelo modo como ele a ama, ele pode ter tudo no mundo, mas é uma alma solitária. Talvez seja exagero meu, mas apesar de seus defeitos, Jay Gatsby é incrivelmente bom, um dos melhores personagens que já vi.

E assim avançamos, barcos contra a corrente, incessantemente impelidos de volta ao passado.

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O desenrolar dos eventos do livro me deixaram vidrada na leitura e terminei o livro em prantos. Faltam-me palavras para elogiá-lo. Que plot twist! Que raiva de todas essas pessoas as quais Nick , e até mesmo o próprio Fitzgerald imagino, odiavam, eu também as odeio. Estas que vão as festas e que são esta elite que usufrui de tudo, estes Toms e Daisys que vivem na sua concha de falsidade e na primeira oportunidade fogem para longe e deixam que os outros limpem a sua bagunça.

– É uma gente podre – gritei, do outro lado do gramado. – Você vale muito mais do que todos eles juntos.

A crítica social implícita do livro é uma das melhores coisas , a forma como aquela geração se comportava e todos os seus hábitos são retratados da forma mais pura por Fitzgerald, e mais uma vez devo admitir que eu adoraria ter vivido nos anos 20, fosse nos Estados Unidos ou até mesmo em Paris (por isso Meia-Noite em Paris é um dos meus filmes prediletos). Há uma certa paixão, um desejo e um modo de viver tão diferentes nessa época, é simplesmente algo que me tira o fôlego.

Seguimos, então, em direção à morte, em meio ao frescor do anoitecer.

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Depois para completar a experiência, assisti ao filme. Minha única e severa crítica é a de que em algumas cenas, principalmente as de festa, tocaram músicas modernas ao invés de jazz. Estas cenas, apesar de não muitas, não precisavam dessas músicas, acredito que o objetivo foi o de explicitar que eram festas realmente loucas, porém não é necessário músicas remixadas para tanto. Mas fora isto, o filme é simplesmente perfeito. Leonardo diCaprio merecia o Oscar, que nunca ganhou, por este papel.

Me afeiçoei aos personagens de Fitzgerald, senti o que eles sentiram, vivi o que eles viveram e sei que eles ficaram comigo para sempre. O Grande Gatsby partiu meu coração, mas também me trouxe muita alegria por finalmente tê-lo lido.

Este foi o livro que escolhi para os Estados Unidos no projeto A Volta ao Mundo em 80 livros, para saber mais clique aqui.

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