O Começo de Tudo – Robyn Schneider

O Começo de Tudo foi um livro estranho para mim. Continuei a ler apesar de não ter me interessado tanto quanto achei que iria. Ezra Faulkner é um garoto de ouro. Campeão de Tênis, popular, a vida inteira planejada. Até o dia em que sofre um acidente e acaba perdendo todos os planos que tinha. Apesar da descrição da autora falar de um garoto com cabelos escuros e às vezes compará-lo de forma cômica com um vampiro, o menino que eu imaginei não se assemelha nada a este, para mim Ezra tem cabelos louros e é o típico esportista estereotipado.

Na vida de todos, não importa quão comum seja, existe um momento que se tornará extraordinário – um único embate após o qual tudo o que realmente é importante vai acontecer.

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No início achei o livro uma espécie de John Green genérico. É um livro simples e por vezes confuso em algumas partes da narrativa, não é o mistério que te faz querer ler mais páginas, mas sim algo que esta faltando na descrição das cenas, o que me incomodou bastante.

Até gostei de Ezra, apesar de ele ser o estereótipo que citei acima ele é uma boa pessoa, e sim aprendeu muito durante o livro, já Cassidy que é mencionada na sinopse como uma super paixão na vida de Ezra e algo que seria descrito como enigmática e de tirar o fôlego foi minha maior decepção. Ela é chata e irritante e toma as decisões mais estranhas no livro, coisas que me fizeram quase desistir da leitura, é dado um crédito a esta personagem ao qual ela não merece.

Talvez a única coisa boa sobre Cassidy seja a sua inteligência, e suas referências a assuntos “nerds” nas conversas. Particularmente adorei a sua menção ao Panóptico, a menção a prisão em que todos são vigiados por um único “inspetor perfeito” me lembrou do Grande Irmão de 1984 de George Orwell. E também o fato de Cassidy querer desesperadamente escapar do Panóptico trouxe emoções conflitantes muito boas a personagem (e se posso dizer nesses momentos ela parecia-se com a Alasca de Quem é Você Alasca?)

Havia um filósofo e historiador cujo nome era Focault, que escreveu sobre como a sociedade se parece com uma lendária prisão chamada Panóptico. Nessa prisão, você é vigiado constantemente, só que nunca tem certeza se alguém o está ou não observando; assim, você fica preso, seguindo sempre as regras.

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Durante todo o livro o que me fez realmente achar que ele poderia ser algo similar a um romance de John Green, foi o fato de que como descrito a vida de Ezra sofreu uma tragédia enorme e ao invés de ser um livro sobre levantar a cabeça e continuar achei que o que estava por vir seria um daqueles momentos de super revelação com um final épico, mas isso nunca aconteceu. Houve uma pequena compreensão, mas tudo foi tão fraco, mesmo a pequena tentativa de plot twist nas últimas páginas. Não deu muito certo.

Para mim o silêncio representava segurança.  As palavras podem nos trair se forem mal escolhidas, ou significar menos se usadas em exagero.

Se tem algo que pode ser dito para explicar este livro é que ele é exatamente o que o título promete. Ele é o começo de tudo, não houve um desenrolar satisfatório da história ou personagens marcantes, ele é um começo, algo que prometia muito, mas deixou a desejar.

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2 comentários sobre “O Começo de Tudo – Robyn Schneider

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