2:30 da manhã, estou voltando pra casa.

Nunca fiz algo assim, ir a uma pré-estreia da meia-noite, mas com toda certeza valeu a pena. Estou mais uma vez no meu mundinho, na minha zona de conforto de fangirl o lugar mais legal e incrível do mundo, pelo menos na maior parte do tempo. Não irei dar spoilers do filme, não se preocupem, é só mais um texto pra guardar na memória, nessa prateleira cheia de folhas com palavras sobre mim.

Me peguei pensando,em alguns momentos do filme o quanto tudo vai mudar. Afinal sempre pensamos nisso, e a frase “Agora tudo vai mudar, não vai?” sempre me acompanha nesses momentos.A resposta, Hermione, é sim, tudo vai mudar, mas também tudo já mudou, ás vezes de forma imperceptível outras de maneira mais brusca.

mockingjay pin

E nesses pequenos vácuos de pensamento, onde eu acabo ficando algum tempo encarando o nada enquanto as coisas me vem á mente, sempre acabo pensando nas escolhas que me levaram a ser quem sou hoje, a estar onde estou. No reino de inúmeras probabilidades infinitas onde tudo poderia ter sido diferente, e se tivesse sido diferente?

Isso pode soar confuso, mas talvez você se identifique comigo. Se identifique em ter esse sentimento estranho e confuso de incerteza. Mas de uma coisa eu sei, que ficar perto disso, desse meu mundinho, me faz bem, me faz conseguir passar pelo resto das outras coisas malucas e assustadoras que a realidade traz. Afinal dizem que você é as coisas que você ama, que elas são partes de quem você é, e eu gosto de pensar assim. Essa fuga da realidade (que eu também tenho nos livros) me faz ter uma brecha para respirar, e não do tipo que se usa para organizar as coisas e continuar, mas sim do tipo que se pausa toda a loucura, seja ela qual for, e todas as pressões (no caso para mim o queridíssimo vestibular), e te deixa em paz. Mesmo que seja por um tempo curto, de apenas 142 minutos, é melhor do que nada.

É algo diferente, percebo agora, não é bem aquele ‘me sinto infinita’, acho que talvez eu esteja seguindo em frente, arrumando um novo termo para aquela sensação. É mais como, voltar pra casa, como quando você sai em uma jornada, para terminar o ensino médio, para procurar alguma coisa, sair em uma aventura ou encontrar a si mesma e no fim você se sente tão exausta, mental, físico e psicologicamente, que tudo o que você quer é voltar, porque cumpriu a missão, mesmo que tenha sido de uma forma completamente inesperada e por rumos que você não imaginava.

Voltei pra casa ontem. Estava com saudade.

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