Meu único arrependimento na leitura deste livro foi ter lido ele no inverno, pois ele é o perfeito livro para o verão. É claro que isso já se subentende pelo título, mas mesmo com esse leve arrependimento fico feliz por ter decidido lê-lo, pois não há nada como um livro sobre um romance de verão para aquecer um coração gélido de inverno.

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Toda história é parte de um todo, de uma vida toda, entende? Feliz, triste, trágica, seja o que for, mas uma vida toda. E os livros permitem que você as conheça.

Anna, Frankie e Matt são melhores amigos, daqueles que fazem tudo juntos e acabam por se tornar quase irmãos, coisa que Frankie e Matt já são por sinal. Mas os sentimentos de Anna por Matt nunca foram fraternos, ela sempre escondeu sua paixão por ele, esperando pelo dia em que ela seria retribuída. E foi. No aniversário de quine anos de Anna ela desejou mais uma vez, na hora de apagar as velas, que Matt finalmente a beijasse. E logo após uma breve guerra de bolo, que deixou ambos ela e Matt cobertos de cobertura de bolo azul, quando os dois estavam na cozinha para se limparem da bagunça, ele finalmente a beijou.

Aquele mês inteiro foi perfeito. Apesar de terem de se ver escondidos porque ninguém sabia sobre os dois foi tudo perfeito, todas as noites observando estrelas, todos os beijos trocados, os olhares furtivos, as longas conversas, os livros emprestados. O único medo de Anna era que Frankie não entendesse e não aprovasse os dois e cada vez que ela pedia a Matt para que enfim contassem tudo a Frankie ele dizia que ele mesmo o faria, assim que ele e a irmã estivessem de férias na Califórnia como faziam todos os anos.

Mas não foi assim. Pouco antes da viagem dos dois houve um acidente, algo que ninguém poderia ter previsto e Matt… Matt já era. Se foi. Morto. Foi um choque para todos, mas para Anna foi a promessa de manter o segredo, o segredo dos dois, enterrado para todo o sempre, sem que ninguém jamais soubesse.

Ás vezes acho que nos sentimos culpados por estarmos felizes, e, assim que nos pegamos agindo como se tudo estivesse certo, alguém se lembra de que nada está certo.

Um ano depois ela é convidada pelos pais da melhor amiga para se juntar a eles nas férias e conhecer a Califórnia pela primeira vez. O primeiro verão sem Matt. Com um pouco de esforço ela convence os pais e assim parte rumo ao Melhor Verão de Todos os Tempos, segundo Frankie. As descrições da viagem foram muito boas de ler, pois tudo parecia extremamente palpável, parecia que eu também estava indo para a Califórnia e depois parecia que eu também estava lá.

A areia que viajou milhões de quilômetros por bilhões de anos através de continentes e oceanos, sobrevivendo a placas tectônicas, erosão e depósito de sedimento, é esmagada por nossas sandálias. O cosmos pode ser tão cruel.

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O plano de Frankie era que ela e Anna conseguissem ficar com Vinte garotos, um por dia, para aproveitarem de verdade as férias e quem sabe a Anna poderia fazer mais do que apenas dar uns beijos dessa vez, afinal Frankie já era experiente e queria que Anna também fosse.

Os passeios, a comida, a casa, o lugar, o mar, tudo é simplesmente perfeito e me fez querer pular em um avião que me deixasse bem nesse lugar, nessa praia perfeita, porque tudo parecia perfeito, mesmo com sentimentos não resolvidos a respeito de Matt e ocasionais explosões emocionais, tudo parecia perfeito. Tudo parecia normal.

O que veríamos se o mar secasse como uma gigantesca banheira?

É aí que Anna e Frankie conhecem Sam e Jake e deste ponto em diante parece que não serão mais Vinte Garotos, não se depender dos sentimentos inesperados de Anna, que apesar de querer Sam, se sente culpada por estar, traindo alguém que já morreu?

Palavras não podem explicar o quanto eu amei esse livro, devorando-o em dois dias de inverno e me identificando demais com Anna e seu verão dos sonhos. Absolutamente todos os aspectos, sejam eles o da morte e da dor, da superação ou mesmo do amor e compreensão, todos os aspectos abordados por Sarah são tão bem trabalhados, tão puros, que senti como se eu conhecesse cada um dos personagens, me senti muito parte da história.

Em nosso curto tempo juntos, nos quatro nos tornamos íntimos, como só acontece com pessoas que você mal conhece – pessoas que vivem a centenas de quilômetros e vários estados de distância.

Pessoas que não sabem seus segredos.

Preciso dizer que eu não gosto da Frankie, acho ela extremamente mimada e argh! Ela é o tipo de garota que… Vamos dizer, sabe ser detestável! Isso pode parecer cruel, mas o fato é que eu não gostei dela e continuo não gostando. Já a Anna, que só precisava de um nome menos comum, é uma pessoa muito adorável e eu quis muito ser amiga dela.

O caso é que esse é um perfeito livro de verão,não importa a estação em que ele é lido, porque todos podemos relacioná-lo com algum verão nosso, algum verão nosso que também foi o Melhor Verão de Todos os Tempos. A última frase do livro, descreve bem o meu sentimento ao terminar a leitura, quando me senti infinita e encontrei uma nova frase para expressar isso: “Não se mova Anna Reiley. Neste instante, tudo é perfeito.”

Eu não o conheço de fato; mesmo assim, em minha vida, você estará para sempre envolvido; em minha história, inextricavelmente atado.

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