Estava com saudade de ler coisas de John Green, apesar de fazer pouco tempo que li ‘Quem é você Alasca?‘ John Green se tornou meu amigo e eu sinto muita falta dele às vezes. Cidades de Papel foi o terceiro livro publicado por John. Quentin (eita nome estranho viu?) é um adolescente bem comum, não quer ir ao baile de formatura e tem uma paixão platônica por sua vizinha. Acontece com todo mundo. Mas nem todo mundo tem a chance de ser vizinho de Margo Roth Spiegelman (adoro esses nomes completos que ficam na cabeça).

Mas, no final das contas, ouvir faz com que se exponha muito mais do que as pessoas a quem estava tentando escutar.

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Tudo ia dentro dos conformes na vida de Q, a hierarquia social da escola estava como sempre esteve, e ele podia contar com a normalidade e o futuro pré-pronto que tinha sido planejado para ele, afinal todo mundo quer isso certo? Ter certezas na vida, saber que seus planos vão acontecer etc.. Bom, esse alguém não é Margo Roth Spiegelman. Em uma noite qualquer, um cinco de maio qualquer, Margo invade o quarto de Q e o convida para uma aventura.

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Simplesmente amei essa de aventura, porque coisas imprevisíveis são muito a minha cara. Q sendo um garoto certinho e responsável hesita antes de aceitar a proposta de Margo, mas por fim ele aceita ser o motorista e ambos embarcam nesta aventura pela noite. O caso é que Margo tinha um plano, mais especificamente com 11 partes de vingança, mas tudo bem, porque a noite acaba sendo uma das melhores da vida de Q e ele começa a imaginar se isso pode ser o começo de uma nova fase de sua vida, com Margo ao seu lado. Porém tudo vai pelos ares quando no dia seguinte Margo não aparece na escola, e nem no seguinte e nem no outro. Ela desaparece.

É muito difícil ir embora – até você ir embora de fato. Então ir embora se torna simplesmente a coisa mais fácil do mundo.

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E assim Q começa sua busca por Margo, porém antes de ele começar a procurá-la ele acaba descobrindo que ele não está procurando apenas a ‘figura’ da Margo, mas sim saber quem ela é, porque todas as ideias que ele já teve dela se provaram erradas, e durante o livro surgem ainda mais indagações, o que nos deixa com um grande ponto de interrogação, porque afinal quem é Margo? Me irritei com o fato de Q ficar alheio a tudo ao seu redor, de ele não parar para viver nem por um segundo sequer depois que Margo sumiu apenas tentando encontrá-la. Claro que adorei o fato de o livro ter um bom mistério, mas Q é um personagem muito chato.

Não sei com o que eu me pareço, mas sei como me sinto: Jovem. Estúpido. Infinito.

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Seus amigos, Ben, Radar e Lacey acabam se provando ótimas pessoas e a parte final do livro foi a minha favorita, espero poder fazer algo igual um dia (consegui fazer essa frase sem spoiler yay!). Ah, uma coisa sobre esse livro é que ele tem muitos palavrões, mas sem eles o livro não teria o mesmo efeito então tudo bem.

Por mais que viver seja uma porcaria, é melhor do que a alternativa.

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Depois de tudo o que aconteceu eu consegui me identificar muito com o livro, porque assim como Q eu já tive ideias de amigos na minha vida que acabaram por se tornar erradas quando eu consegui enxergar a verdade. Eu queria poder falar mais, eu queria contar para vocês e conversar sobre este livro, mas não posso por conta dos spoilers, então peço que leia, e que arrume alguém para conversar, porque acredite esse livro merece essa conversa. Obrigada John por me dar este livro tão perfeito, que me fez sentir tão infinita e ao mesmo tempo tão cheia de rachaduras, espero que alguém consiga ver através delas.

As fotos deste post foram feitas no Clube Concórdia de Curitiba. É um clube Alemão simplesmente lindo!

Que coisa mais traiçoeira é acreditar que uma pessoa é mais do que uma pessoa.

10002753_702475209774788_624159753_nEu no túnel que os Alemães usavam para fugir por baixo das ruas de Curitiba, entre o Clube Concórdia e a Sociedade Garibaldi, possivelmente na época da Segunda Guerra (1939-1945).

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O para sempre é composto de agoras – Emily Dickinson

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É como rachaduras dentro de você. Como se houvesse falhas que fazem com que as partes não se encontrem direito.

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Dizer essas coisas é o que nos impede de desmoronar. E, talvez, ao imaginar esses futuros, a gente possa torná-los reais, ou não; de qualquer forma temos que imaginá-los. A luz sai e nos inunda.

Editora: Intrínseca

Autor: John Green

Título Original: Paper Towns

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5 comentários sobre “Cidades de Papel – John Green

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