Mais um livro do John  Green lido e mais lágrimas derramadas, sinceramente eu não sei como ele consegue, mas cada livro tem suas peculiaridades e cada livro é perfeito a sua maneira, realmente John Green é mágico, e minha relação com seus livros não poderia ser melhor. Não sou uma pessoa que chora lendo, realmente isso não acontece muito, mas lendo os livros dele além de me debulhar em lágrimas eu acabo riscando o livro inteiro de tantos quotes bons que eu encontro.

Ele – ou seja, Simón Bolívar – ‘estremeceu diante da revelação de que a corrida arrojada entre seus males e seus sonhos estava chegando ao fim. O resto eram trevas. ‘Droga’, ele suspirou. ‘Como sairei deste labirinto?’

Quem é você Alasca? Foi o primeiro romance publicado de John Green. Miles Halter é um adolescente estranho, mas de um jeito bom, meio nerd e introvertido, ele é viciado em últimas palavras, uma coisa que achei bem incomum mas fascinante, afinal últimas palavras são coisas intrigantes e muitas vezes comuns porém com o poder de nos fazer pensar. Miles está a caminho de sua nova vida,e em busca de seu Grande Talvez, isso ele tirou das últimas palavras de François Rabelais (mais especificamente as palavras foram ‘Saio em busca de um Grande Talvez’) , e ele espera que sair de sua vidinha comum e sem graça seja o primeiro passo para encontrar o seu Grande Talvez.

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O labirinto é a vida ou a morte? Do que ele está tentando escapar – do mundo ou do fim do mundo?

Acho que a maioria dos personagens de John  Green são meio parecidos, isto é, meio nerds, com manias e fofos, o que me faz pensar se John Green é assim,afinal ele se parece muito com a maioria dos seus narradores. A nova vida de Miles é na verdade um internato no Alabama, chamado Culver Creek e mal ele sabia que ao chegar lá sua vida iria mudar para sempre. Seu colega de quarto Chip Martin, Coronel como ele gosta de ser chamado acaba por se tornar o melhor amigo de Gordo, sim o apelido de Miles um cara totalmente magrelo é Gordo, mesmo que de uma forma estranha eles se conectam nessa nova amizade.

Você não pode me mudar e depois ir embora.

É ai que Coronel apresenta Alasca para o Gordo, e a vida dele muda completamente. Uma paixão platônica não estava em seus planos, muito menos por alguém tão indecifrável e de certa forma inexplicável como Alasca, bem o oposto do Gordo. E dessa forma simples e sem esforço, Gordo ganha novos amigos, ou devo dizer seus primeiros amigos. E a vida é boa na escola, a não ser pela rivalidade que eles tem com os ‘Guerreiros de Dia da Semana’ ou os ‘mauricinhos’ que passam seus fins de semana em suas mansões de luxo, mas tudo é extremamente tranquilo e, bem um lugar para se chamar de lar.

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Passamos a vida inteira no labirinto, perdidos, pensando em como um dia conseguiremos escapar e em como será legal. Imaginar esse futuro é o que nos impulsiona para frente, mas nunca fazemos nada. Simplesmente usamos o futuro para escapar do presente.

Confesso que o grande evento ou plot twist do livro me surpreendeu demais, eu juro que nunca em um milhão de anos iria prever o que acontece, e não posso falar de jeito nenhum o que é, porque acreditem é um spoiler daqueles e eu tive esse spoiler e ele estraga muito as coisas. Enfim, a vida de todos eles muda drasticamente e o livro acaba por ter uma pegada completamente diferente, muito mais dramático do que parece e ai sim desabei em lágrimas.

Apesar de tudo o livro me deu uma sensação de ‘aconchego’ porque me apeguei muito aos personagens,e os maravilhosos quotes que ele traz acabam por nos trazer conforto em muitas situações de nossas vidas. Eu meio que me senti infinita lendo alguns deles… haha. E mais do que qualquer coisa recomendo esse livro, porque é absolutamente perfeito.

Não é nem a vida nem a morte, o labirinto.
Hmm…, certo. É o quê?
O sofrimento, ela disse. São as coisas erradas que fazemos e as coisas erradas que fazem conosco. Essa é a questão. Bolívar estava falando sobre a dor, não sobre a vida e a morte. Como saímos deste labirinto de sofrimento?

Quando os adultos dizem: ‘Os adolescentes se acham invencíveis’, com aquele sorriso malicioso e idiota estampado na cara, eles não sabem quanto estão certos. Não devemos perder a esperança, pois jamais seremos irremediavelmente feridos. Pensamos que somos invencíveis poque realmente somos. Não nascemos, nem morremos. Como toda energia, nós simplesmente mudamos de forma, de tamanho e de manifestação. Os adultos se esquecem disso quando envelhecem. Ficam com medo de fracassar. Mas essa parte que é maior do que a soma das partes não tem começo e não tem fim, e, portanto, não pode falhar.

Editora: wmfmartinsfontes

Autor: John Green

Título Original: Looking for Alaska

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2 comentários sobre “Quem é você Alasca? – John Green

  1. É você a garota da foto da capa?Se não é,realmente parece muito.Também tenho muito amor por esse livro,já o li 2 vezes e estou indo pra terceira hihi….bjao Brunna “Young”

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