O Filho de Netuno – Rick Riordan

O Filho de Netuno é o segundo livro da série “Os Hérois do Olimpo” para ler a resenha do primeiro livro clique aqui.

No final do primeiro livro descobrimos que Jason Grace foi trocado do acampamento Júpiter, o acampamento dos semideuses romanos, para o acampamento Meio-Sangue lar dos gregos, e em seu lugar o famosos Percy Jackson foi parar com os romanos. Até então não tínhamos ouvido muita coisa sobre os romanos, já que a primeira série de livros do tio Rick se focou nos gregos, mas agora ambas as mitologias vão se “misturar”. Os dois semideuses trocaram de lugar sob o comando da deusa Hera (ou Juno se você preferir) para unir romanos e gregos na batalha que esta por vir contra os gigantes e contra Gaia.

No primeiro livro eu estranhei um pouco o começo, porque eu sentia falta de Percy e ainda nem conhecia os personagens, mas a história ficou boa e justo agora no segundo tudo muda, Percy volta a narrar, mas dois novos personagens aparecem, Hazel filha de Plutão (ou Hades) e Frank filho de Marte (ou Ares). Começamos a história com o despertar de Percy para a confusão, sem saber onde está e com os últimos meses apagados de sua memória ele chega ao acampamento Júpiter.  Apesar de tentar se adaptar ele sente que alguma coisa está errada. Os romanos também estão cientes da guerra que está por vir e quando o deus da Morte é preso no Alasca, deixando assim a “saída” dos monstros desobstruída os três semideuses devem partir em uma missão de risco se aventurando em terras desconhecidas onde não há o “poder dos deuses” ou melhor dizendo a terra de ninguém.

A vida só é preciosa porque termina, garoto. Acredite no que um Deus diz. Vocês mortais não sabem a sorte que têm.

A narrativa de três personagens diferentes nos permite ter uma maior noção da história e também dos acontecimentos vivenciados. E toda essa confusão de grego e romano só serve para atrapalhar os deuses que não conseguem manter uma “forma fixa” por assim dizer, na minha opinião eu prefiro o lado grego da mitologia, não sei porque mas acho mais fácil de entender, porque eu já decorei os nomes ou sei lá. Mas mesmo com essa confusão toda o autor demonstra que até os personagens se sentem confusos com tanta mudança, mas eles mesmos se usam de ironias e piadas o que deixa tudo com um ar mais descontraído e também de fácil entendimento.

O passado dos personagens também fica muito bem explicado e intercalado com o futuro, nos dando as explicações necessárias, mas também mantendo o suspense até o fim. E de qualquer forma agora os sete semideuses da grande profecia foram apresentados e em breve terão de se unir para, bem salvar o mundo. O final espreita o encontro entre uma enorme embarcação grega e o hostil acampamento Júpiter, e quem sabe o encontro entre Percy e Annabeth, mas tudo isso é “brutalmente” arrancado de nossas mãos nos deixando com o gostinho de quero mais e a espera do próximo volume.

Ele tirou um iPad preto do nada. O deus da morte bateu na tela algumas vezes, e tudo que Frank conseguia pensar era: por favor, que não haja um aplicativo para ceifar almas.

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Editora: Intrínseca

Autor: Rick Riordan

Título Original: The Son of Neptune

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